X-PressON!

Levando e trazendo notícias do mundo da música!


Leave a comment

IRON MAIDEN: Fotógrafo Oficial Revela Bastidores da Banda!


Fotógrafo oficial do Iron Maiden revela bastidores da banda à bordo do voo 666!

 O vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson, em frente ao Boeing 757 da banda, o Ed Force One
Foram 2.000 shows ao vivo diante de 4 milhões de fãs, percorrendo mais de 300 mil quilômetros em 127 cidades e 52 países. Com números desta magnitude, é difícil não se impressionar com o livro “On Board Flight 666” do fotógrafo John McMurtrie.
Fotógrafo oficial do Iron Maiden, McMurtrie acompanhou as turnês a bordo do Boeing 757 da banda, o Ed Force One, compilando a experiência num livro com mais de 600 imagens, entre shows, cenas de bastidores e o que define como “aventuras”.
“É uma jornada que leva o leitor para os shows sob o ponto de vista da banda, sentindo as experiências como eles sentiram”, disse o fotógrafo entusiasmado em entrevista UOL por telefone.
Acompanhadas de comentários, as fotos documentam detalhadamente as diversas dimensões de uma turnê do Iron. Desde os elaborados cenários de palco e performances dos integrantes à maquinária e equipe que fazem tudo funcionar, é o mais próximo que os fãs chegarão de acompanhar a banda em suas viagens pelo planeta. Como diz o vocalista  Bruce Dickinson na introdução, “se algo não está aqui, é porque não aconteceu”.

Foto 2 de 5 – O também guitarrista do Iron Maiden, Dave Murray, ergue seu instrumento frente ao público da Costa Rica. A foto faz parte do livro “On Board Flight 666” que o fotógrafo oficial da banda, John McMurtrie, lança com mais de 600 imagens John McMurtrie
UOL Música – O que te inspirou a levar adiante este projeto?
John McMurtrie – Bem, ninguém nunca fez isso antes, excursionar num avião 757 com a banda e a equipe, e 12 toneladas de equipamento. Bruce Dickinson foi quem converteu o avião e teve a idéia de fazer a turnê nele. Quando ele me falou disso, eu imediatamente pensei ‘isso daria um livro inacreditável’. Eu ia fazer o livro em 2008, mas saímos em turnê de novo, depois a mesma coisa em 2009 e daí por diante. Até que neste ano, antes da turnê de “The Final Frontier”, percebi que era a hora certa. Coloquei todas essas turnês em ordem cronológica no livro. É a primeira vez que o Iron Maiden é documentado desta maneira, não apenas dentro e fora do palco, mas também as aventuras no avião e outras coisas que a banda faz durante as turnês. Nós andamos de submarino, atiramos com armas de fogo e fizemos todo tipo de maluquices. Nenhuma banda fez turnês assim e eu percebi que seria um excelente presente para os fãs. Seria um crime não registrar tudo isso.
UOL Música – Quais foram os momentos mais impressionantes que você fotografou?
John McMurtrie – São muitos. Tem algumas histórias de bastidores, de shows que quase não aconteceram e o que precisou ser feito para impedir os cancelamentos. O livro começa em 2007 com Bruce inspecionando o avião pela primeira vez. A viagem para Indonésia foi muito divertida, com dança do fogo em Bali, fãs muçulmanos rezando antes do show usando camisetas do Iron Maiden, incluindo o imã [sacerdote islâmico]. Eu citaria ainda Houston, no Texas, onde fomos ver o ônibus espacial, os Andes em Santiago do Chile, os fãs de Buenos Aires. E o Brasil, é claro, foi incrível do começo ao fim. Os shows foram todos fantásticos, Belo Horizonte, Rio, Belém, Manaus ali ao lado da selva com o Rio Amazonas… mas o show de São Paulo, no autódromo de Interlagos, foi provavelmente o show mais memorável do livro. Sinceramente.
UOL Música – Eles disseram na época que o show de São Paulo foi o maior da carreira deles fora de um festival e um dos mais emocionantes. Você, que viu tantos shows do Iron, concorda? 
John McMurtrie – Eu nunca vi o Iron Maiden demonstrar nervosismo antes de um show. Pode soar como clichê, mas neste show havia uma atmosfera elétrica. Eles tinham que entrar no palco às 20h30, mas 20 mil das 70 mil pessoas presentes ainda estavam na fila para entrar e os caras da banda não queriam começar a tocar enquanto todo mundo não estivesse lá dentro. O tour manager, Rod Smallwood, foi ao palco avisar que o show atrasaria meia-hora e voltou impressionado, dizendo que aquela seria uma noite especial. E foi. A paixão do público foi fora de série, e isso impulsionou a banda ainda mais do que o normal. Eu não acho que o Iron Maiden já tenha feito um show ruim na vida, mas sempre que vamos ao Brasil é certeza de que será melhor do que em qualquer outro lugar. E Interlagos foi um dos melhores de toda a minha vida.
UOL Música – Qual é a melhor música do repertório do Iron Maiden para fotografar?
John McMurtrie – Acho que é “Rhyme Of The Ancient Mariner” do álbum “Somewhere in Time”. Tem fogos de artifício, uma parte no meio com fumaça de gelo seco, mudanças de figurino… é extraordinária. Para mim é a música definitiva do Iron Maiden, tanto para ouvir como para fotografar.
UOL Música – Como você compara fotografar o Iron Maiden com outras bandas com quem você trabalhou?
John McMurtrie – Não existe outra banda que faça um show como o deles, sem dúvida. O AC/DC chega perto. Eu trabalhei com eles após a turnê do Iron e é um show fenomenal, tem um trem no palco, mas fora isso o cenário não muda muito e, para ser sincero, eu acabava me entediando. E é isso que eu gosto no show do Iron Maiden, cada música tem uma mudança de cenário, você tem “Rhyme Of The Ancient Mariner”, “Powerslave”. Para os fãs, vale cada centavo do ingresso e para mim, como fotógrafo, tenho material todas as noites. Fora do palco, o que eu mais admiro é que eles são gente de verdade. Tudo que está no livro é 100% verdadeiro, exatamente como aconteceu, sem pose. Enquanto que com outras bandas sempre existe teatro, falsidade e atitudes de rockstar, o que torna o meu trabalho mais difícil.
UOL Música – O Iron é uma das maiores bandas de metal de todos os tempos e estão juntos há mais de 35 anos. Nessa altura do campeonato, eles já estão mais tranquilos ou continuam aprontando como rockstars nos bastidores?
John McMurtrie – Bem, dá para ver a coisa de duas maneiras. Eles ainda são rockstars, é claro, mas não têm arrogância. O Iron Maiden sempre foi uma banda real, os caras são genuínos sem fazer teatro. No que diz respeito a eles terem mudado, Bruce não diminuiu o ritmo nem um pouco. Ele não para nunca. Se você não tem o que fazer num dia qualquer, é só ver o que ele vai fazer e com certeza será algo maluco. Steve também, ele está sempre jogando futebol. Yannick vai explorar, Nicko vai jogar golfe com Dave, Adrian escapa para pescar. E eles todos ainda curtem tomar uma cerveja no bar e são muito divertidos. Então não, eu não acho que eles estejam pegando mais leve. É só vê-los no palco, o show é fenomenal. Como fotógrafo, eu ainda fico exausto de ter que acompanhar o ritmo deles.
UOL Música – Mas nada de jogar televisores pela janela ou destruir quartos de hotel…
John McMurtrie – (Risos) Não, isso eu ainda não vi! Mas nunca diga nunca!
Fonte: UOL


7 Comments

SÃO LUIS DO MARANHÃO: A Cidade do METAL OPEN AIR!


Com a confirmação da cidade sede do maior Festival nacional de Heavy Metal, o METAL OPEN AIR, resolvemos trazer para vocês informações, dicas e tudo mais para que todos começem a conhecer esta que é uma das mais belas cidades do nordeste, a Ilha de São Luis do Maranhão!

https://xpresson.files.wordpress.com/2011/11/s5.jpg?w=300

Por Chrystian Choinski e Monica Beckman

O que a maioria das pessoas pensa quando se fala em São Luís do Maranhão é em uma mistura de cidade histórica com guaraná Jesus, reggae, aquele-lugar-lá-do-Sarney e uma dança envolvendo um boi no meio dessa coisa toda. É claro que tem gente que sabe mais que isso. E é claro que tem gente que tem sorte se souber sequer disso. Então quando começaram rumores de que o maior festival de metal jamais realizado no país poderia acontecer em terras ludovicences, muitas sobrancelhas foram erguidas. Agora que o festival foi confirmado, a cara estupefata dos headbangers brasileiros continua: mas o que é que São Luís tem a ver com metal?

Créditos da imagem: Hugo Uchôa

Essa imagem que se tem de São Luís e do Maranhão não está errada. O Maranhão tem guaraná Jesus, Sarney é natural desse estado, o bumba-meu-boi é uma manifestação folclórica típica das festas juninas de lá e o há muitas festas de reggae pela capital.

O ponto é que a cidade é muito mais que isso e os headbangers que forem à maratona que serão os três dias do Metal Open Air vão ser capazes de perceber isso. Maratona sim, porque 40 bandas em 3 dias não é para o fôlego de qualquer um, ainda mais sob um calor que oscila entre os 23°C e os 33ºC, que pode fazer sofrer no início aqueles que não estão acostumados a esse tipo de temperatura.

Mas isso não é razão para desistir. Um dos pontos positivos de São Luís é que você está sempre razoavelmente perto da praia, então o banger que quiser refrescar as idéias pode tirar o dia para conhecer a cidade e ir às praias, cujo mar está sempre numa temperatura agradável.

Praia não é muito a sua? Agende uma visita ao Parque Botânico da Vale. Lá, o visitante pode fazer trilhas ecológicas e entrar em contato com diversas espécies de fauna e flora. Se preferir uma distração mais próxima e mais urbana, também não é problema – vá dar uma volta na Lagoa da Jansen, rodeada de bares (quer jogar uma sinuca e tomar uma cerveja durante o dia? O Veneto é o lugar!) e restaurantes.

Créditos da imagem: Suzana Beckman

Ficou com fome? Não falta opção tradicional de alimentação, mas se decidir encarar provar da maranhense, não vai querer voltar para casa. Pescados, temperos e frutas regionais enchem os olhos e deixam qualquer um com água na boca.

Até para tomar um porre, o headbanger é convidado a fazê-lo do jeito maranhense. Para quem já viu o refrigerante cor-de-rosa, falta conhecer a cachaça azul-arroxeada. De produção artesanal, feita de mandioca brava, a tiquira tem um teor alcoólico fortíssimo e até quem é antigo no grode tem dificuldade de encarar a danada. Além disso, popularmente não se recomenda molhar a cabeça depois de bebê-la sob o risco de passar mal seriamente.

E não é só a tiquira. Tem pinga artesanal de todos os temperos e para tudo o que é gosto, vendido ali, numa barraca ou num casarão no centro histórico.

E não dá pra sair de São Luís sem conhecer bem o Centro Histórico. Enquanto estiver lá, em meio à diversidade cultural, às pedras de cantaria e a iluminação amarelada, e toda a maranhensidade, você vai conhecer um dos grandes orgulhos da capital do Maranhão. O Teatro Artur Azevedo. Desde o século XIX, o teatro encanta e é referência em todo o Brasil.

E tem o M.O.A., é claro. É pra isso que você está vindo. Pra curtir e respirar metal durante três dias. E o que São Luís tem a ver com isso? São Luís – e o Maranhão inteiro – tem belezas e aspectos que são impossíveis de se conhecer nos três dias que durará o Metal Open Air. Mas um deles é nosso dever mostrar: é nessa cidade que está rolando o festival que mostra pro mundo como o Brasil abraçou o metal!

E Leia Também:

METAL OPEN AIR: Finalizando a Polêmica sobre o assunto!

METAL OPEN AIR: Press Release Oficial da Assessoria de Imprensa do Evento!

Pesquisa METAL OPEN AIR bandas NACIONAIS: Apuração Parcial!

Pesquisa METAL OPEN AIR bandas INTERNACIONAIS: Apuração Parcial!

WACKEN ROCKS BRAZIL 2012? METAL OPEN AIR? WACKEN OPEN AIR? – O Que Esta Acontecendo?

WACKEN ROCK BRAZIL 2012: Confirmado como METAL OPEN AIR!

WACKEN ROCKS BRAZIL 2012: Empresário e Realizador do Evento fala do preconceito com a Cidade Escolhida