X-PressON!

Levando e trazendo notícias do mundo da música!


Leave a comment

MALOIK #25: Confira hoje a noite!


Neste episódio do Maloik, Manu Joker – ex-Sarcófago e atual vocalista do Uganga – desafia a morte no jogo “Heaven and Hell”. Já o quadro “Campo de Batalha” traz o debate sobre a utilização da internet para divulgação com a presença de Júlio Feriato do programa “Heavy Nation” (Rádio UOL) e Carnívoro da Rádio Evil!

No quadro de entrevistas, a equipe do Maloik conferiu o show do Annihilator em São Paulo e entrevistou o líder e guitarrista Jeff Waters em sua primeira passagem pelo Brasil.

No “Desafio de Bandas”, a disputa pelos votos fica com a banda Mother Zombie com a música “All Day Long” e com a banda Cursed Slaughter com o clipe “Nuke Future”.

O Maloik vai ao ar todas as terças, às 23:58 (Two Minutes to Midnight), pela TVA canal 8 de São Paulo, canal 14 da NET no ABC paulista e no canal 22 da NET na região de Americana (Araras, Hortolândia, Limeira, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Rio Claro, Santa Bárbara D’Oeste e Sumaré) ou pode ser assistido pelo site http://www.maloik.com.br.

Acesse http://www.maloik.com.br para conferir como foram os últimos episódios e participar das enquetes.


Leave a comment

PERFIL: Renato “Thrash” Pastina!


Paulista de Sorocaba, mas morando em Curitiba há mais 8 anos, Renato é um dos principais distribuidores de material de tatuagem, atuante no Grupo Tomba Latas, responsável por ajudar animais abandonados, e também realizador da Incorpore Arte que acontecerá nos dias 5, 6, 7 de outubro em Curitiba!

Perfil: Renato “Thrash” Pastina

Qual é o Seu nome completo? 
Meu nome é Renato Pastina
De onde surgiu esse apelido “Thrash”? 
 Esse apelido surgiu há mais de 20 anos, porque desde moleque eu to no meio do metal e hardcore.
Você é de Curitiba mesmo? Se não for, conte como você veio parar aqui. 
Eu sou de Piracicaba, interior de São Paulo, e moro em Curitiba há 8 anos, mas já visito a cidade para vender material de tatuagem faz mais de 10 anos.
Qual foi seu primeiro contato com universo da tatuagem?
Entrei no mundo da tattoo graças à barulheira mesmo, admirava as bandas e as tattoos , acho que tem tudo a ver uma coisa com a outra, fazia parte do underground em todo o mundo.
Como você entrou no ramo profisionalmente? Quais foram seus primeiros trabalhos?
 Eu sempre trabalhei com vendas e quando tive oportunidade de vender produtos que eu gostava e conhecia, tendo já várias tattoos, aproveitei essa chance. No começo, em 2002, vendia mais piercings, depois fui cada vez mais passando para a tattoo. Já conhecia a maioria dos estudios do sul, e como gostava muito de Curitiba, resolvi abrir a minha loja por aqui.
Explique um pouco sobre o trabalho que faz atualmente.
Nós temos uma loja de materiais para tatuagem e piercing, somos distribuidores de uma marca de tinta e materiais em geral pra tattoo em toda a região sul, também enviamos os produtos para todo o Brasil, através do nosso site. Tentamos sempre inovar com materiais de alta qualidade e sempre respeitando os clientes, mantendo o respeito e cobrando um preço justo. Também realizamos vários workshops para especialização em todos os estilos de tatuagens, trazendo alguns dos maiores artistas do país para compartilhar seu conhecimento e técnicas com os profissionais de Curitiba e região.
Em quais regiões do Brasil existem mais demanda para os produtos que você vende?
Hoje em dia existe mercado em todo lugar, a tatuagem atingiu todos os tipos de público, não é mais somente relacionada ao rock e ao underground. Cada cidade, por menor que seja, sempre tem um estúdio de tattoo.
Qual a maior dificuldade de trabalhar com distribuição de materiais para tatuadores?
O mercado atualmente é bem concorrido, o que a gente tenta fazer para manter nossos clientes é sempre ter o maior respeito por eles, sempre ajudar no que pudermos, trazer para eles o melhor material com um preço justo, ajudar no aperfeiçoamento das técnicas, através dos workshops e dos tatuadores que vem de fora para tatuar os profissionais da cidade em nosso espaço de tattoo, e se dedicar totalmente ao trabalho. O que eu procuro é criar não só novos clientes, mas novos amigos, e isso geralmente acontece porque faço o que gosto, então sempre é bom conversar com as pessoas, ver as dificuldades, falar um pouco de besteira também, a gente trabalha e se diverte.
Como eram o mercado e o público na época em que começou a trabalhar no ramo?
O público da tatuagem não tem mais uma definição, você vê pessoas de todos os estilos tatuadas. Existe tatuagem para todos os gostos, e os tatuadores não tem mais a mesma imagem de antes, de uma atividade relacionada exclusivamente ao underground. O preconceito diminui cada dia mais, e o ramo da tattoo está cada vez mais se profissionalizando, e a arte vai se desenvolvendo por si só, sem precisar ser vinculada a algum rótulo. Hoje o acesso aos materiais de qualidade acelerou esse processo, o tatuador não tem que passar por todas as dificuldades que passavam há 20 anos, tudo é mais fácil, e a internet talvez tenha ajudado muito nisso.
Você já apoiou outros shows antes do Noite Nervosa? Caso não tenha apoiado fale sobre o que fez você mudar de idéia.
Eu nunca tinha tido a oportunidade de apoiar um show, sempre apoiamos a todos os eventos realizados por tatuadores, como exposições, festas. Essa chance veio através do pessoal da TNT Tattoo que me deu a idéia e eu gostei, já que é o tipo de som que gosto. O Navau (Aleks Punk), vocal do Calibre12 é um grande amigo, a gente se conhece desde o meio dos anos 90, antes de eu imaginar que ia trabalhar com tatuagem. Agora que temos condições de apoiar um evento como esse, não podia ficar fora dessa.
Fale um pouco sobre o seu envolvimento com o Tomba Latas.
Eu sempre gostei muito de animais, e a Silvana, minha esposa também. Conhecemos o Tomba Latas através do perfil deles do facebook, e resolvemos um dia ir como voluntários a uma feira organizada por eles. Desde então nos unimos ao grupo e ajudamos nos eventos, arrecadação de ração, e divulgação das feiras e das fotos dos cães para conseguir novos donos responsáveis. Conhecemos o pesoal e gostamos muito do que vimos, pois não é nenhuma ONG ou abrigo, mas simplesmente um grupo de pessoas que se mobilizam por uma causa e ajudam muito aos animais de rua, encontrando lares para eles, geralmente animais que sofreram abuso ou maus tratos nas ruas. Os cães são resgatados, castrados e cuidados até encontrarem lares definitivos. Isso tudo contando com a colaboração das pessoas, sem nenhuma ajuda de prefeitura, governo, etc.
LINKS:
Fonte: Resistência Brasil
Autorizado por: TNT Estúdios


Leave a comment

PERFIL: Renato "Thrash" Pastina!


Paulista de Sorocaba, mas morando em Curitiba há mais 8 anos, Renato é um dos principais distribuidores de material de tatuagem, atuante no Grupo Tomba Latas, responsável por ajudar animais abandonados, e também realizador da Incorpore Arte que acontecerá nos dias 5, 6, 7 de outubro em Curitiba!

Perfil: Renato “Thrash” Pastina

Qual é o Seu nome completo? 
Meu nome é Renato Pastina
De onde surgiu esse apelido “Thrash”? 
 Esse apelido surgiu há mais de 20 anos, porque desde moleque eu to no meio do metal e hardcore.
Você é de Curitiba mesmo? Se não for, conte como você veio parar aqui. 
Eu sou de Piracicaba, interior de São Paulo, e moro em Curitiba há 8 anos, mas já visito a cidade para vender material de tatuagem faz mais de 10 anos.
Qual foi seu primeiro contato com universo da tatuagem?
Entrei no mundo da tattoo graças à barulheira mesmo, admirava as bandas e as tattoos , acho que tem tudo a ver uma coisa com a outra, fazia parte do underground em todo o mundo.
Como você entrou no ramo profisionalmente? Quais foram seus primeiros trabalhos?
 Eu sempre trabalhei com vendas e quando tive oportunidade de vender produtos que eu gostava e conhecia, tendo já várias tattoos, aproveitei essa chance. No começo, em 2002, vendia mais piercings, depois fui cada vez mais passando para a tattoo. Já conhecia a maioria dos estudios do sul, e como gostava muito de Curitiba, resolvi abrir a minha loja por aqui.
Explique um pouco sobre o trabalho que faz atualmente.
Nós temos uma loja de materiais para tatuagem e piercing, somos distribuidores de uma marca de tinta e materiais em geral pra tattoo em toda a região sul, também enviamos os produtos para todo o Brasil, através do nosso site. Tentamos sempre inovar com materiais de alta qualidade e sempre respeitando os clientes, mantendo o respeito e cobrando um preço justo. Também realizamos vários workshops para especialização em todos os estilos de tatuagens, trazendo alguns dos maiores artistas do país para compartilhar seu conhecimento e técnicas com os profissionais de Curitiba e região.
Em quais regiões do Brasil existem mais demanda para os produtos que você vende?
Hoje em dia existe mercado em todo lugar, a tatuagem atingiu todos os tipos de público, não é mais somente relacionada ao rock e ao underground. Cada cidade, por menor que seja, sempre tem um estúdio de tattoo.
Qual a maior dificuldade de trabalhar com distribuição de materiais para tatuadores?
O mercado atualmente é bem concorrido, o que a gente tenta fazer para manter nossos clientes é sempre ter o maior respeito por eles, sempre ajudar no que pudermos, trazer para eles o melhor material com um preço justo, ajudar no aperfeiçoamento das técnicas, através dos workshops e dos tatuadores que vem de fora para tatuar os profissionais da cidade em nosso espaço de tattoo, e se dedicar totalmente ao trabalho. O que eu procuro é criar não só novos clientes, mas novos amigos, e isso geralmente acontece porque faço o que gosto, então sempre é bom conversar com as pessoas, ver as dificuldades, falar um pouco de besteira também, a gente trabalha e se diverte.
Como eram o mercado e o público na época em que começou a trabalhar no ramo?
O público da tatuagem não tem mais uma definição, você vê pessoas de todos os estilos tatuadas. Existe tatuagem para todos os gostos, e os tatuadores não tem mais a mesma imagem de antes, de uma atividade relacionada exclusivamente ao underground. O preconceito diminui cada dia mais, e o ramo da tattoo está cada vez mais se profissionalizando, e a arte vai se desenvolvendo por si só, sem precisar ser vinculada a algum rótulo. Hoje o acesso aos materiais de qualidade acelerou esse processo, o tatuador não tem que passar por todas as dificuldades que passavam há 20 anos, tudo é mais fácil, e a internet talvez tenha ajudado muito nisso.
Você já apoiou outros shows antes do Noite Nervosa? Caso não tenha apoiado fale sobre o que fez você mudar de idéia.
Eu nunca tinha tido a oportunidade de apoiar um show, sempre apoiamos a todos os eventos realizados por tatuadores, como exposições, festas. Essa chance veio através do pessoal da TNT Tattoo que me deu a idéia e eu gostei, já que é o tipo de som que gosto. O Navau (Aleks Punk), vocal do Calibre12 é um grande amigo, a gente se conhece desde o meio dos anos 90, antes de eu imaginar que ia trabalhar com tatuagem. Agora que temos condições de apoiar um evento como esse, não podia ficar fora dessa.
Fale um pouco sobre o seu envolvimento com o Tomba Latas.
Eu sempre gostei muito de animais, e a Silvana, minha esposa também. Conhecemos o Tomba Latas através do perfil deles do facebook, e resolvemos um dia ir como voluntários a uma feira organizada por eles. Desde então nos unimos ao grupo e ajudamos nos eventos, arrecadação de ração, e divulgação das feiras e das fotos dos cães para conseguir novos donos responsáveis. Conhecemos o pesoal e gostamos muito do que vimos, pois não é nenhuma ONG ou abrigo, mas simplesmente um grupo de pessoas que se mobilizam por uma causa e ajudam muito aos animais de rua, encontrando lares para eles, geralmente animais que sofreram abuso ou maus tratos nas ruas. Os cães são resgatados, castrados e cuidados até encontrarem lares definitivos. Isso tudo contando com a colaboração das pessoas, sem nenhuma ajuda de prefeitura, governo, etc.
LINKS:
Fonte: Resistência Brasil
Autorizado por: TNT Estúdios


Leave a comment

MATANZA: Confira a entrevista!


Na semana que a banda MATANZA toca em Curitiba no ‘Dia Mundial do Rock’ no Curitiba Music Hall, trazemos para vocês uma entrevista com a banda!

https://i0.wp.com/www.matanza.com.br/imagens2011/foto_logo1.png

Por Joel Kesher

As pessoas que fazem do matanza, Matanza.

Acreditava realmente que este seria um show de casa vazia. Tá, iriam uns perdidos, mas nem de longe a casa ficaria cheia. Chuva, presentes de final de natal e show do Prodigy me deixavam cada vez mais descrente sobre o sucesso do show.

Não podia estar mais enganado.

Eram 22:18 quando entrei na casa, ou melhor, tentei. Entupida até o banheiro, muito se ouvia e pouco se compreendia na muvuca. Foram 31 minutos até conseguir um lugar que me permitisse usar caneta e papel e o fotógrafo realizar seus cliques.

Assim que o show começou, percebi que ia ser difícil manter a concentração, conter a energia. Já que depois do show haveria uma entrevista, era necessário estar no mínimo apresentável. E por incrível que pareça, mesmo com um setlist de 29 músicas, que incluiu petardos que eu queria ouvir como Mesa de Saloon e Maldito Hippie Sujo, eu consegui me conter.

Quanto ao show, execuções perfeitas, matadoras e um detalhe: a notícia de que a cerveja do Matanza está chegando, e que ela será fabricada aqui em Curitiba.

O show, no mínimo alucinante, tem histórias para serem contadas (ou escritas) em outra oportunidade. Nosso foco no momento é uma entrevista pra lá de bacana que eu fiz e que os caras ajudaram (e muito) a deixar ainda melhor do que eu esperava.

E depois do trabalho deles, chegou a hora do meu.

Ohttps://i2.wp.com/tenhomaisdiscosqueamigos.virgula.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Matanza-no-Rio-de-Janeiro-18-05-12.jpg primeiro com quem falei foi o Jonas, responsável pelas baquetas no Matanza e em mais duas bandas: o Opallas e o De Laroque, bandas que inclusive abriram minhas perguntas. O Opallas é uma banda com uma pegada soft, criada há 10 anos e feita por amigos afim de dar uma relaxada. Já o De Laroque é um projeto voltado para o rock’n’roll, e que tem 8 músicas fresquinhas para serem lançadas. No geral, conversamos um pouco sobre a banda, um pouco sobre Curitiba, e muito sobre a cena nacional. Instigado pela afirmação de um vocalista (vamos concordar que eu não preciso citar nomes, né?) de uma grande banda nacional de que o metal nacional está morto e sepultado, perguntei a opinião do baterista. Evitando polêmica, sem deixar de responder, Jonas foi enfático: “Cara, realmente não vi problema de falta de prestígio no show, e você?” E eu sou obrigado a concordar que também não vi isso, embora tenha procurado muito. Outro ponto que eu questionei foi o fato de ele tocar bateria com um só tom, peculiaridade para o som mais pesado, que tende a incrementar a procura de mais peso. A resposta foi “Matanza não é virtuosismo, é pegada, são 4 pessoas, 1 palco e uma mensagem para um monte de gente”. Quando questionado sobre quais bandas ele gostaria de abrir show, ele apontou Slayer e Johnny Cash. E vamos concordar que isso seria mais que o suficiente para uma banda só. Para finalizar, o Jonas garantiu que o ano terá muitas surpresas. Vamos esperar.

O segundo a entrar na roda foi o Maurício, responsável pela guitarra nos palcos. Aliás, se tem uma peculiaridade para apontar no Matanza, é o fato de haverem dois guitarristas, mas só um estar nos shows. De cara uma surpresa: o fato de o show inteiro ter sido feito com uma guitarra remendada de última hora, já que a companhia aérea que eles usaram deu de presente pro cara um braço de guitarra descolado. A guitarra foi colada com Superbonder e um pouco de sorte e, felizmente, não apresentou problemas no show. Ele afirmou que é um cara muito mais de palco, que a adaptação na banda é mútua na hora de tocar as músicas e que ele sempre mantêm a alma da música, mas nos shows, sempre coloca um peso, que acaba deixando o show muito mais violento. Ele também falou um pouco sobre o Rock in Rio, que foi um marco pra ele, que lembra de assistir a primeira edição do evento na tv e que pode estar lá, tocando pra uma galera.

Voltando à cozinha, chegou a hora do China, baixista mais que competente e, sem dúvidas, o que mais agita no show. Considerando a energia do cara, fui obrigado a perguntar de onde vem o gás (tá, é uma pergunta meio pastelão, mas também posso, né?). E não tem segredo: é tesão em tocar misturado com cerveja e resposta do público. Com essa fórmula, ele aguenta 2:30hrs balançando a cabeça de maneira frenética, coisa que deixaria muito piá com torcicolo por algumas semanas. O que pouca gente sabe, e que eu tentei explorar, foi o lado obscuro do famigerado baixista. Ele também toca em um projeto de black metal, com tudo que o estilo true tem para oferecer: cara de mal, corpse paint e barulho ritmado glorificando às forças escuras. Óbvio que, nessa altura, é fácil pensar nas influências do cara: Dark Funeral, Darkthrone, Mayhem (o tradicional, que fique claro) e outras bandas do True Norwegian Black Metal incluindo aí Cannibal Corpse. Colocamos na receita Slayer e, para a surpresa geral da nação, Peter tosh.

https://xpresson.files.wordpress.com/2012/07/matanza-ao-vivo.jpg?w=300Apesar do bom papo sobre black metal e afins, o China não estava muito para conversa. Talvez só estivesse afim de descansar mesmo, talvez só estivesse triste com o desempenho do Fluminense na semana, mas nossa conversa não se alongou muito. Verdade seja dita, eu também não estava muito afim de me alongar com os caras, que estavam cansados do show e ainda faziam sala pra uma porção de fãs. Trabalho de banda, eu sei. Mesmo assim eles merecem um pouco de sossego, né?

O último da trupe obviamente foi Jimmy London. O vocalista, já conhecido pela carranca e pelas respostas sarcásticas, foi atencioso, compreensivo e bem falador com este que vos escreve, que depois do show estava mais acabado que pé de bailarina depois de apresentação.

Para quem não sabe, Jimmy não bebe há um tempo, fato que leva muita gente a criticar a banda. Pedi que ele começasse falando um pouco disso. A resposta foi: “não tem muito o que falar. Não bebo e pronto. Nego reclama de eu falar sobre bebida, mas não fala nada de eu cantar ‘eu não bebo mais’, parece contraditório, né?”. Lembrei que durante os shows que eles fazem em Curitiba, sempre elogiam a cidade. Perguntei se havia alguma mensagem para mandar, e a resposta foi “não tem mensagem mais honesta que o show. Qualquer outra coisa é hipocrisia.”

Também falamos um pouco do Jimmy personagem. Perguntei, meio que já sabendo a resposta, até que ponto a misantropia o definia. Obviamente, a resposta foi “As letras não são minhas”. E já prevendo essa resposta, emendei uma pergunta sobre as tretas que as declarações dele já haviam causado. Ele defendeu e contra-atacou com um “A verdade é que eu falo muito bobagem. Mas algumas vezes com razão”.

Apesar de uma noite proveitosa, fiquei com a sensação de trabalho inacabado. Ainda faltava um personagem: Donida. O pessoal foi todo gente boa e respondeu minhas perguntas sem firulas, ainda assim, como já foi dito pelos outros membros, Donida é o Matanza. Ele faz as letras, o encarte e o personagem. Deve ser um cara muito peculiar, que espero um dia ter a oportunidade de entrevistar. Enquanto esse dia não chega, continuo ouvindo Matanza. Com o saco cheio, mau-humor e uma vontade inenarrável de ver logo outro show deles.

Confira abaixo o serviço do show do MATANZA em Curitiba:

 Comemorando o ‘Dia Mundial do Rock’, a Neural Machine traz para Curitiba a banda MATANZA!

No próximo dia 13 de Julho é o ‘Dia Mundial do Rock’ e para comemorar a data a Produtora Neural Machine irá trazer para Curitiba a banda MATANZA.

Confira abaixo o serviço completo.

SERVIÇO MATANZA – Curitiba

Data: 13/07/2012

Local: Music Hall

Endereço: Rua Engenheiro Rebouças, 1645 – Rebouças – Curitiba – PR

Inicio: 21h00min

Ingressos:

1º lote:  R$ 30,00 (ESGOTADO)

2º lote:  R$ 40,00

3º lote:  R$ 50,00

Venda online: http://www.diskingressos.com.br/loja/produto-228105-1792-1307_matanza_br_local_musica_hall

Pontos de venda:

– Let’s Rock: Praça Tiradentes, 106 / Lojas 03 e 04 – Centro
– Túnel do Rock: Avenida Marechal Floriano Peixoto, 34 – Centro

Apoio: 91Rock, Blood Rock Bar e Pisca Produções

Realização: Neural Machine


Leave a comment

THE AGONIST: Entrevista com Alissa White-Gluz!


Alissa White-Gluz durante show em Curitiba, no ano passado (Foto: Andre Smirnoff

The Agonist: “Podem esperar por mais um show bombástico”

Texto Juliana Lorencini
Edição Costábile Salzano Jr.
Fotos por Andre Smirnoff

Nos últimos anos, o The Agonist tem se firmado como um dos grupos que mais crescem no concorrido cenário do metal mundial. Com apenas oito anos de carreira e colecionando uma série de apresentações importantes, a banda desembarca no final deste mês para reencontrar os fãs brasileiros. O único show no país está agendado para o próximo dia 21 de julho, no Carioca Club, em São Paulo, ao lado dos brasileiros da Shadowside.

Trazendo uma sonoridade que flerta com o pop e o extremo Death Metal, os canadenses Alissa White-Gluz (vocal), Danny Marino (guitarra), Pascal “Paco” Jobin (guitarra), Chris Kells (baixo) e Simon McKay (bateria) estão divulgando o álbum “Prisoners”, lançado recentemente via Century Media Records.

Em uma rápida entrevista exclusiva à The Ultimate Music, a frontwoman Alissa White-Gluz comenta sobre o novo disco, a expectativa em retornar ao Brasil, sua ligação com o diversas organizações protetoras dos animais como o PETA2 e afirma não ligar para o título de musa do heavy metal.

Não faz muito tempo que o The Agonist esteve por aqui. Qual a sensação de voltar a tocar no Brasil? E quais memórias vocês tem da última passagem da banda por aqui?
Alissa White-Gluz: Tocar no Brasil foi muito divertido para todos nós! Estamos ansiosos para encontrar todos os nossos fãs novamente! Me lembro do público vibrando, com uma energia impressionante! Acredito que desta vez será algo muito maior. Podem esperar por mais um show bombástico.

Eu arriscaria dizer que Prisoners é o melhor trabalho da banda até o momento. Qual é o sentimento de vocês em relação a esse álbum? E como tem sido as críticas até agora?
Alissa White-Gluz: O processo de gravação deste disco foi bem árduo. Até agora todo mundo parece ter gostado bastante da complexidade e profundidade do novo álbum. Estamos muito felizes e esperamos abrir novas portas.

Poucas são as mulheres que de fato conseguem destaque dentro do metal. Porém você em pouco tempo conseguiu atingir um nível de popularidade muito grande. Como você vê a participação das mulheres no cenário Rock?
Alissa White-Gluz: Eu acho isso ótimo! Cada vez mais mulheres ganhando destaque dentro do rock ‘n’ roll. Estamos vivendo um período que as mulheres definitivamente resolveram mostrar o seu valor.

Você é considerada uma das vocalistas mais bonitas do meio. Em algum momento você se sente enquanto cantora por causa da sua beleza?
Alissa White-Gluz: Na verdade nunca me senti dessa forma. Prefiro que me julguem pela minha voz.

A forma com que você se veste também é bem diferente dos demais membros da banda e acaba sendo referência para muitas fãs do grupo. Você se preocupa com isso quando escolhe o figurino para uma turnê ou sessão de fotos?
Alissa White-Gluz: Não muito, eu adoro brincar com a moda em si. Isso é apenas diversão. Não acredito que eu influencie a maneira de vestir das pessoas.

Você costuma mesclar seus vocais entre limpos e guturais, o que exige uma boa técnica. Quais cuidados você mantém para cuidar da sua voz?
Alissa White-Gluz: Eu sou vegetariana e straight edge e me esforço muito para manter um corpo saudável, uma vez que considero meu corpo como meu instrumento de trabalho.

Quais bandas te influenciaram no inicio da sua carreira? E atualmente quais fazem parte do seu playlist?
Alissa White-Gluz: Bandas como Arch Enemy, Devin Townsend, No Doubt, Queen entre outras me influenciaram e ainda fazem parte do meu playlist até hoje.

Como foi para você participar de “Made” programa exibido pela MTV? Você sentiu falta desse tipo de estímulo no início da sua carreira?
Alissa White-Gluz: Participar do programa foi muito divertido e eu realmente fiquei muito feliz. Realmente, não esperava por este convite.

Você vê alguma saída para essa atual fase da indústria fonográfica num todo? Onde bandas vivem basicamente de shows e esses tem se tornado inviáveis aos fãs, ora por causa do valor dos ingressos, ora por causa do grande volumes de shows num curto período de tempo.
Alissa White-Gluz: Não, acredito que a indústria musical está morrendo. Assim como grande parte das economias, aqueles que estão no alto continuam ficando mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.

No clipe “Business Suit and Combat Boots” você está com o “x” na mão, o que caracteriza um straight edge. Todos os membros da banda têm a mesma ideologia de vida?
Alissa White-Gluz: Não, apenas eu tenho essa ideologia, os demais membros da banda tem cada um a sua própria.

Quando você optou por se tornar vegan? E além do PETA você participa de mais algum movimento em proteção aos animais?
Alissa White-Gluz: Tenho sido vegetariana por toda minha vida e vegan por metade dela. De fato tenho trabalhado com algumas outras organizações além do PETA, que também se propõem a lutar pelo direito e proteção dos animais como: SHAC, SPA, Paws for Life, entre outras.

Muito obrigada pela entrevista. Por favor, deixe uma mensagem aos fãs brasileiros do The Agonist.
Alissa White-Gluz: Muito obrigada peo carinho de todos! Compareçam ao show! Queremos sentir novamente a energia de todos vocês. Até mais!

https://xpresson.files.wordpress.com/2012/07/cartaz2bshadowside2bthe2bagonist2bsp.jpg?w=200Serviço São Paulo – The Agonist
Abertura: Shadowside
Data: 21 de julho, sábado
Local: Carioca Club
End: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros (próximo a estação Faria Lima do Metrô)
Hora: 19h00
Abertura da casa: 17h

Ingressos:
Carioca Club: (11) 3813-8598 | 3813-4524 | 3814-5711
Galeria do Rock: Rockland (11) 3362 2606 | LADYSNAKE (11) 3333-6931
Veda online: http://darkdimensions.webstorelw.com.br/products/the-agonist-pista-02-slash-07-slash-12
Preços: R$ 80,00 (pista promocional e estudante) e R$ 120,00 (CAMAROTE ESGOTADO!).
Cartaz:


Leave a comment

NOTÍCIA DA SEMANA: Entrevista do WILD CHILD na Rock Brigade!


No início da semana a banda WILD CHILD ganhou destaque no site da Rock Brigade com uma matéria mais entrevista conduzida por Anna Tuttoilmondo. Confiram abaixo a matéria!

WILD CHILD: Thiago Forbeci (baixo), Marcelo Gelbcke (guitarra), Erik Fillies e Felipe Souzza (bateria) – Foto: Divulgação

Por Anna Tuttoilmondo e Fotos (ao vivo) Andre Smirnoff

O Wild Child já está na estrada a pelo menos 6 anos. Acompanharam de perto o fim e o nascimento de muitas bandas da cena rock curitibana, assim como vivenciaram cada momento de famosas casas de show e bares da época, como o Opera I. Após anos apresentando-se no circuito rock curitibano, e passando por mudanças na formação, o Wild Child retorna totalmente reformulado e mais forte do que nunca.

Contando em sua nova formação Marcelo Gelbcke (guitarra), Felipe Souzza (bateria) e Thiago Forbeci (baixo) e Erik Fillies, o grupo acaba de lançar seu primeiro álbum, lançado digitalmente para download e audição no YouTube (agora o álbum encontra-se para download na pagina oficial da banda). A estréia da nova formação e lançamento do álbum ficou marcado para o mês de maio, no Blood Rock Bar.

O álbum contém 12 faixas muito bem produzidas, com um hard rock moderno, equilibrado entre melodia e peso. Destaque para a faixa de abertura Inside My Mind, Live Memories, My Evolution, Wild Child e, claro que não poderia faltar, a balada You Changed My Whole Life.

O grupo concedeu à ROCK BRIGADE uma entrevista falando mais sobre o novo álbum, nova formação e planos para o futuro. Confira.

Como foi o processo de gravação do álbum?

Nós começamos a composição do álbum na metade de 2010. Na época estávamos sem baixista e com outro vocalista. As músicas basicamente saíram de reuniões semanais da banda com o intuito de reunir material que íamos compondo. Quando o Thiago entrou na banda, em Julho de 2010, tínhamos 8 músicas prontas. Ele entrou e se adaptou muito rapidamente, compondo 100% as linhas de baixo. A gravação começou em Janeiro de 2011, e até Março, gravamos toda a parte instrumental do álbum. Infelizmente, tivemos uma grande pausa, pois ficamos alguns meses sem vocalista, que deixou a banda em Junho de 2011. O Erik entrou em Outubro e também se adaptou muito rapidamente, finalizando seus vocais nos meses de Dezembro e Janeiro. O processo de mixagem e masterização ficou para os meses de Fevereiro e Março deste ano.Gostaríamos que o processo tivesse sido mais rápido, porém, imprevistos acontecem.

O resultado final,  saiu da forma como esperavam?

Levando em conta de que o Inside My Mind é o nosso primeiro disco e que somos uma banda independente, custeamos 100% do disco, acreditamos que o resultado foi muito bom. Gostamos muito das nossas músicas e temos muito orgulho deste trabalho.

A banda já tem estrada e já era conhecida na cena. Como tem sido a recepção do publico com a entrada do Erik Fillies na banda?

Esta é, de longe, a melhor formação da Wild Child. Nós acreditamos que o Erik era a peça que faltava na banda. Boa parte do público que ganhamos após o lançamento, veio junto com a entrada do Erik. Ele é uma pessoa muito admirada por causa do seu Vlog no YouTube e tem recebido muitos elogios pela sua excepcionalidade como vocalista.

Sobre o show de estréia: quais eram as expectativas e como foi o show?

O show foi como esperávamos: Excelente. Cuidamos muito ao montar o setlist e ensaiamos muitas vezes. Tocamos 10 das 12 músicas do disco e ficamos muito surpresos com a recepção do público e com a quantidade de pessoas que cantaram as nossas músicas. Diríamos até que o show foi tecnicamente perfeito. Foi um momento muito especial e emocionante.

Como está a agenda banda, tanto aqui em Curitiba como em outras cidades?

Fechamos uma parceria e estaremos todo mês no Blood Rock Bar a partir deste mês, começando no dia 22/06. Por enquanto, não temos nada fechado fora de Curitiba. Somos totalmente abertos à propostas, até porque, grande parte dos nossos fãs são de outras cidades.

Quais são as principais influências do grupo?

Temos muitas influências, pois todos somos muito ecléticos e gostamos de vários estilos de música. Temos muitas influências do hard rock, como Mr. Big, Van Halen, Kiss. Do grunge, Pearl Jam, Soundgarden. E até do progressivo como Dream Theater, Pink Floyd. Até das bandas mais modernas como AlterBridge, Creed e Nickelback.

Planos para o futuro e considerações finais.

Bem, continuar divulgando e fazendo shows do nosso disco até o final do ano. Também entraremos em estúdio no próximo mês, para começar a composição do próximo álbum, planejado para ser gravado no ano que vem. Por fim, gostaríamos de agradecer a todas as pessoas que baixaram nosso álbum e que estão nos apoiando e prestigiando a banda durante este ano. Para quem não baixou, o álbum completo está disponível em nosso site gratuitamente, http://www.wildchild.com.br.

LINKS DA BANDA:

Twitter: @wildchildbr

Site oficial (em construção, apenas link para download do album por hora) : http://www.wildchild.com.br/

Fanpage no Facebook: http://www.facebook.com/wildchildbr

Band profile: http://www.facebook.com/wildchildbr/app_2405167945?ref=ts

Formspring da banda: http://www.formspring.me/wildchildbr?utm_medium=social&utm_source=facebook&utm_campaign=announce

Canal da banda aqui no youtube: http://www.youtube.com/user/wildchildofficial/videos

Palco mp3: http://palcomp3.com/wildchild/

Reverbnation: http://www.reverbnation.com/wildchildofficial

Soundcloud: http://soundcloud.com/wildchildofficial/wild-child-inside-my-mind

 

LINKS RELACIONADOS:

Trailer do album, antes de ser lançado: http://www.youtube.com/watch?v=9MBfj5E63X4&feature=plcp

Informativo sobre a finalização do album: http://www.youtube.com/watch?v=V-6Mj69DKU8&feature=plcp

Video sobre o fim das gravaçõa no meu vlog “Canal do Erik” – http://www.youtube.com/watch?v=Mgme7Wax7E0

Vídeo sobre o show de lançamento – http://www.youtube.com/watch?v=GzM1-NrcODE

CONTATO:

E-mail: contato@wildchild.com.br


1 Comment

DORSAL ATLÂNTICA: A volta de quem nunca se foi!


A formação clássica da banda Dorsal Atlantica, separada há 22 anos, grava novo CD de inéditas via crowdfunding – confira entrevistao!

Por Michael Meneses *

Há cerca de doze anos o cenário rock brasileiro recebeu a noticia de que umas das bandas mais influentes do metal nacional e precursora da fusão metal+punk+hardcore, a Dorsal Atlântica, estava encerrando as atividades. Alguns veículos noticiavam o fato de forma maldosa, dizendo que o fundador Carlos Lopes estava em uma banda de funk e teria passado de herói a vilão do metal brazuca.

Sim, Carlos Lopes teve outros projetos. Usina Le Blond foi sua banda de soul music, mas sem ligação com o pouco criativo funk carioca como alguns disseram. Lopes também esteve com o garage rock da Mustang, que realizou shows com performances destruidoras e excelentes discos gravados.

Os outros músicos da Dorsal Atlântica também estiveram envolvidos com outras bandas e projetos musicais. Enquanto isso, discos com gravações raras da Dorsal eram lançados, outros relançados em CDs e LPs (… ), e o clássico Antes do Fim, foi regravado e intitulado de “Antes do Fim Depois do Fim”.

Alem da Mustang e da Usina Le Blond. Carlos Lopes continuou trabalhando como produtor musical, deu aulas de guitarra, participou com depoimentos ao documentário Global Metal, de Scot Mcfadyer & Sam Dunn, e ao documentário nacional Brazil Heavy Metal sobre o heavy brasileiro. Realizou palestras em universidades, participou de debates sobre a cena rock em eventos como o Grito-Rock/RJ, entre outros, exerceu sua profissão de jornalista em revistas, sites, rádios, criou sua revista virtual, o site O Martelo e escreveu livros. Porem, a Dorsal Atlântica em momento algum esteve fora da mídia ou das rodas de bate-papo entre amigos.

Nos últimos anos, bandas contemporâneas a Dorsal retornaram as atividades. Seja de forma momentânea ou em definitivo, realizando shows, relançando ou lançando discos, como foi o caso do Taurus, Stress, Azul Limão, Salário Mínimo, Olho Seco, Armagedom e, mais recentemente, o Viper, que retornou com André Matos nos vocais. A volta desses grupos alimentava o sonho e a esperança dos fãs em ter a Dorsal Atlântica na ativa.


Enquanto a saudade batia no peito dos antigos fãs, uma nova geração de admiradores que não tiveram a chance de assistir a um show da Dorsal nascia ouvindo seus discos, apreciando as histórias old school e tendo acesso via Youtube, redes sociais, webradios e downloads. Justamente nesse momento de tanta transformação especialmente no meio musical veio a noticia: a Dorsal Atlântica pode gravar um novo disco por meio do crowdfunding (sistema atraves do qual se faz uma “vaquinha” em prol de um projeto artistico – a formula vem dando resultado em varias inciativas culturais pelo mundo). No caso até o fechamento desta entrevista o saldo estava bastante positivo em favor de um esperado novo album da DA.

A formação atual conta com Carlos Lopes (vocal e guitarra), Claudio Lopes (irmão do Carlos, no baixo) e Hardcore na bateria. Esta é considerada a formação mais clássica e que gravou os albums Antes do Fim, Dividir & Conquistar e o Searching For The Light – todos referencias do metal nacional assim como os demais discos da banda.

Além de entrevistar o trio, PORTAL ROCK PRESS também procurou os outros ex musicos da Dorsal Atlântica. Angelo Arede (baixo) preferiu não se manifestar e o baterista Guga não respondeu. Abrimos espaço para que fãs e outros musicos ligados de algum modo a banda fizessem suas perguntas, pois entendemos que esse novo disco pode se tornar um divisor de águas e um marco no rock nacional, sobretudo pelo fato de que a volta da banda se deu pela persistencia dos fãs com suas participações no site Catarse.Me fazendo valer a pena um sonho.

Carlos, todo mundo lhe faz essa pergunta, todo mundo se pergunta: por que a Dorsal Atlântica voltou, mesmo você tendo dito dezenas de vezes que a banda não voltaria?

Carlos Lopes – Vamos gravar o CD somente por causa dos fãs. Parece uma resposta muito simples, mas é a verdade. Estou fazendo o que os fãs me pedem há 12 anos. Faremos um disco de inéditas, feroz e melódico, mais cantado e menos gutural, com mais canções e menos barulho, mas que será fiel à história da Dorsal, um disco calcado no passado e mirando o futuro da música pesada no Brasil. O público da Dorsal está nos apoiando exponencialmente, as porcentagens duplicam dia a dia e até o momento a meta semanal está sendo atingida. Crowdfunding é um sistema de realização de projetos, financiado pelas pessoas, sem intermediários. A data limite para que o apoiador invista na produção do CD é 10 de JUNHO de 2012. Se até essa data, se o valor total não for arrecadado, o CD não será produzido e os investidores terão seu dinheiro de volta. Do orçamento de 40 mil, um valor subfaturado, 27,5 % são do imposto de renda e 12% do site Catarse. Os valores de contribuição cobrem todas as despesas relativas à gravação e prensagem do novo CD da Dorsal Atlântica. As diversas opções de investimento estão disponíveis no site CATARSE.ME.

Em 2010 numa entrevista para o PORTAL ROCK PRESS eu lhe perguntei qual a parte do seu passado que você não se incomoda em lembrar?. Ao final da sua resposta você disse “Na maior parte das vezes eu não me reconheço quando ouço os meus discos antigos, principalmente os discos de vinte anos. Não sou aquela mesma pessoa que compôs e gravou aquilo, aquele é uma pessoa completamente diferente da minha realidade. Tenho dificuldade às vezes de me achar nos próprios discos que gravei há oito anos. Eu ouço e gosto muito de certas coisas, mas tenho dificuldade em me compreender. É como se fosse uma roda-gigante sentimental, ela vai pro ápice, sobe, desce e volta e parece que sempre está no mesmo lugar”. Agora voltando com a Dorsal Atlântica, como será ter que possivelmente trabalhar com sonoridade de discos com até mais de 20 anos, como é o caso do Antes do Fim e Dividir e Conquistar?

Carlos Lopes – Não há contradição alguma… Se você me ouviu bem, só falei o óbvio, que graças a Deus eu evoluí. Você queria que eu inventasse história? Creio que ficou bem claro: “Não sou mais a mesma pessoa!”. Que bom para mim e para todo mundo. Para que alguém quer viver a vida inteira na adolescência? Isso é anormal. As pessoas crescem (ou quase isso), se desenvolvem, morrem e à vezes, como no caso da Dorsal são como entidades além de nossas vontades. Não tenho a mesma cabeça, nem os mesmos gostos e o que era importante para mim há 20 anos, já não é mais. Então não estamos revivendo e nos copiando, estamos agradecendo ao amor dos fãs com um disco de inéditas feito por pessoas que caminharam na estrada da vida e que trazem todas as marcas boas e ruins dessa trajetória. Musicalmente, não vamos nos repetir, porque não somos as mesmas pessoas. Nos inspiramos nos antigos trabalhos, mas não há como soar igual, porque cá entre nós, isso seria ridículo, é como vestir uma calça apertada de quando eu pesava menos 10 quilos.

Há quando tempo você, seu irmão e o Hardcore estão trabalhando nessa volta?

Carlos Lopes – O ponto de partida foi o convite da produção do ‘Metal Open Air’, o festival que não ocorreu no Maranhão e que contava com um cast de dezenas de bandas fabulosas. A produção nso ofereceu o fechamento de uma das 3 noites do festival. Nenhuma outra banda brasileira foi convidada para fechar uma noite, só nós, uma banda que encerrara as atividades há 12 anos… Quando o convite surgiu, percebi que era a hora. Nos disseram que a abertura para a Dorsal Atlântica, seria feita pelas bandas Exodus e Anthrax. 99% das bandas brasileiras aceitariam na hora, mas eu disse não porque não havia cachê. Nem três meses se passaram desde que recebemos o convite. É algo muito recente. Mas estava na cara que seria 2012, por razões até cármicas, místicas… Houve algum atraso na entrada da campanha no ar, pois o site Catarse pediu que fizéssemos o vídeo promocional em HD.

Desde que a banda encerrou as atividades, em algum momento a banda esteve bastante perto de uma volta? Alguma proposta valida de show, disco de inéditas, DVD ao Vivo…

Carlos Lopes – Recebi todo tipo de proposta durante 12 anos, inclusive gravar um disco com David Vincent do Morbid Angel no baixo e Igor Cavalera na bateria, mas certamente eles não sabem disso 🙂

Com o projeto da volta da Dorsal Atlântica haverá espaço para você se dedicar aos seus outros trabalhos em 2012? Como vai ficar seus Livros, produções de discos, Bandas Mustang e Usina Le Blond, Revista Eletrônica O Martelo…

Carlos Lopes – Difícil é conciliar tudo, não só as bandas. Minha vida não é só música, ela é uma parte importante de mim, de quem sou, mas não é a única coisa. Posso fazer tudo o que puder, seja com música ou literatura, desde que haja cabeça, tempo e verba.

No passado você havia dito que seu sonho era lançar o livro Guerrilha com umas 300 paginas. Essa nova edição do livro são as sonhadas 300 paginas? O que teremos de novo nessa edição, além da capa especial?

Carlos Lopes – Trezentas páginas eu não sei, por causa do custo. O valor unitário de um livro sob demanda na qualidade que estamos preparando para os fãs, é de quase 100 reais a unidade. Capa recorberta de curvin negro com o título prateado e no interior papel couche 150 gramas com fotos de página inteira, sem contar que o texto do livro foi todo revisadoe ampliado com bem amsi confidências e detalhes. Quanto mais pessoas comprarem o livro, melhor que o custo unitário cairá e assim poderemos pensar em ter mais páginas. A qualidade do livro dependerá do apoiador. Provavelmente o livro se transformará em um longa metragem, já estou conversando sobre isso com um produtor desde o ano passado. O relançamento do livro virá junto à campanha do CD da DORSAL. Se o CD não for lançado, o livro também não será.

Os outros músicos que passaram pela Dorsal se manifestaram de alguma maneira sobre essa volta?

Carlos Lopes – Eles adoraram, era como se estivessem esperando há anos por isso, foi bem interessante.

Recentemente o LP Ultimatum foi relançado em vinil. O que acha desse relançamento?

Carlos Lopes – É uma forma de apresentar a gênese do rock pesado no Brasil às novas gerações. Sem contra que a produção é ultra capricahada, coisa de primeiro mundo. Eu recomendo.

O mercado de discos de vinil está recuperando sua força. Você pensou em lançar esse novo álbum em vinil, tendo em vista que muitos fãs da banda são colecionadores de LPs e isso seria mais um atrativo para essa campanha?

Carlos Lopes – Primeiro o CD pronto, depois o vinil. Sem precipitação…

Com base nos números de apoiadores, tudo indica que o disco será lançado. Passa-lhe pela cabeça organizar um novo projeto para financiar um show e desse show um DVD ao vivo?

Carlos Lopes – Que bom que você também acredita que o CD será lançado, nós também, mas somos conscientes que para isso é necessário que as pessoas se mobilizem mais ainda. Só vamos sossegar quando atingirmos o valor total dentro do previsto, até 10 de JUNHO. O projeto é apenas para a gravação de um CD, não há shows nesta história. Os shows serão consequência se houver mais mobilização. Na verdade, todo dia, um ou mais produtores nos procuram e explico que a banda não voltou.

Falando em shows, Dorsal sempre foi uma banda de forte presença de palco, porem você tem dito que no momento não existe possibilidade de shows! O que falta para esses shows acontecerem e como seria encara uma geração que nunca viu vocês ao vivo e fãs que estiveram em shows da Dorsal?

Carlos Lopes – Profissionalismo, cachês condizentes, estrutura de som e luz de porte profissional, o que se pede de praxe.

Nesses anos que a Dorsal esteve longe dos palcos, muita critica infundada foi feita pelos fãs, impressa e até de outras bandas! Diziam: “Dorsal virou Funk!”, “Carlos Traidor”… Como foi encara isso tudo? E como tá sendo a reação desses críticos agora com a volta da banda?

Carlos Lopes – Você acha que eu meço minha vida pelos outros? Não se diz que o futuro se escreve com os bravos? Não com os “bravios”. Eu trabalho e tenho uma vida para tomar conta e só devo satisfações a quem está apoiando o projeto, a ninguém mais. Nunca empurrei a banda na goela dos outros, ou mantive minha carreira no metal além do necessário. Quando não quis viver de bolsa-metal fui tratar da minha vida, ser livre e amar, sem dogmatismos, sem amarras. Escrevi livros, difundi o livre pensar, toquei baião, candomblé, samba a soul, amarradão e nada tenho a me desculpar. A alma livre NUNCA é pequena.

Mesmo com o acesso a internet sendo algo livre para todo o mundo, o projeto terá um impulso maior no Brasil. Existe chance do disco ser licenciado no exterior por alguma gravadora ou selo?

Carlos Lopes – Primeiro o CD pronto, depois o resto.

A Dorsal Atlântica sempre teve uma temática forte em suas letras, quais serão os temas delas nesse novo álbum. Fale sobre cada uma delas:

Carlos Lopes – Comissão da Verdade (a quem interessa?), Contenda (sobre brigas sem fim), Stalingrado (a invasão nazista à Rússia comunista), Operação Brother Sam (caso João Goulart resistisse em 64, o Brasil seria bombardeado pelos Estados Unidos até por porta-aviões), Jango Goulart (o presidente deposto), Eu Minto, Tu Mentes, Todos Mentem (reflexão sobre a alma humana), O Retrato De Dorian Gray (sobre a mídia, a estética, sobre assessorias de imprensa, sobre fatos e fotos…), Corrupto Corruptor (óbvio: sobre o Brasil), Colonizado / Entreguista (sobre os péssimos brasileiros que só reclamam), A Invasão Do Brasil (incrível depoimento do médium Chico Xavier sobre a invasão de um certro país), 168 Bpm, Imortais (a última faixa do disco é um hino escrito em homenagem aos fãs da DORSAL).

Já tem o conceito para a arte da capa?

Carlos Lopes – É o rosto de Jesus do Santo Sudário com uma coroa de espinhos feita de balas. É a imagem que aprece no começo do clipe da campanha. É uma continuação da capa do Antes do Fim de 1986. É uma citação que pode até ser debochada mas faz muito sentido para mim, ainda mais com o Jesus pintado na caneca que está nas opções da campanha. Tome seu chopp com Jesus. Veja aqui

Nos últimos anos várias bandas históricas do metal e do rock pesado nacional estão voltando suas atividades, alem de vocês em 2012. O Viper tá voltando com André Matos no Vocal! O que você acha da volta do Viper e dessas outras bandas que retonaram nos últimos anos?

Carlos Lopes – Não acompanho nada da cena, e nem é só de metal, mas de rock, música, há muitos anos. Soube que o Viper voltou quando um jornalista me falou. Acho bacana para as bandas mais veteranas terem o seu espaço, como há na Europa. Não sei a motivação deles, mas te garanto que no nosso caso não foi saudosismo e nem vontade de voltar aos palcos: foi pelos fãs.

E a volta do Ozzy ao Black Sabbath?

Carlos Lopes – Como te disse não acompanho nada, vivo entre minhas criações musicais e literárias. Saio pouco, não assisto muita TV, só documentários e nem sei o que rola. Não acompanho a imprensa musical nem a nacional. Sou totalmente caseiro e vivo na minha.

Cláudio e Hardcore, o que vocês acharam da regravação do Antes do Fim Depois do Fim e dos demais discos de que vocês não participaram?

Hardcore – Da gravação Antes do Fim, Depois do Fim, eu gostei muito, mantiveram as levadas da época, esta melhor gravado, e claro, que em termos de audio, muito melhor sem dúvida, fizeram um bom trabalho nessa nova edição. Quanto aos outros discos que eu não participei, acho tudo muito bom, tem haver com o período, tem muita qualidade e muito melhor gravado, gostei de tudo.

Cláudio Lopes – Gostei muito da regravação do “Antes do Fim Depois do Fim” , pois manteve a pegada que a banda sempre teve. Sou suspeito em falar, pois sempre gostei do som, das músicas e das gravações da Dorsal.

Nesses anos que vocês estiveram fora da Dorsal tiveram outras bandas. Falem um pouco sobre elas!

Hardcore – Eu sempre tive outros trabalhos, nunca deixei de tocar, esses trabalhos eram mais na linha POP Rock e até Jazz, música faz parte da minha vida e não pretendo parar tão cedo.

Cláudio Lopes – Nunca tive banda propriamente dita. Estive tocando com amigos em ondas musicais que iam do Hard Rock ao Blues, mas sem postura de banda.

Deixem uma mensagem final e nos contem o que espera dessa volta!

Hardcore – Espero que os Fãs gostem desse novo CD, que possam comentar, o quanto foi importante essa gravação e o retorno da Banda como um todo, principalmente para o cenário do Metal no Brasil. Quanto o que eu espero dessa volta, espero que seja tudo de bom pra todos nós, ficamos esse tempo todo afastados e agora, podemos fazer mais uma vez história no movimento de Metal no Brasil, vamos mostrar que a Dorsal não esta morta, esta viva e ha pleno Vapor, vamos bagunçar esse Pais novamente.

Cláudio Lopes –
Esta volta é um “Muito Obrigado” a todos aqueles que sempre curtiram a Dorsal Atlântica e que sempre estiveram a espera de novidades. Estamos todos empenhados em fazer um grande CD e tenho certeza que a galera vai gostar.

Carlos Lopes – Como citei antes, só haverá algo concreto, o CD, se todos colaborarem e participarem financeiramente da campanha até o dia 10 de junho. Essa é uma campanha comunitária, e sem participação não há ação. Se não arrecadarmos os 40 mil, não haverá CD e também, qualquer apoiador pode contribuir o quanto quiser e sem desejar nada em troca. Até isso é possível. Então, mãos à obra.

PERGUNTAS DOS FÃS E MÚSICOS SOBRE A VOLTA DA DORSAL ATLÂNTICA

Jonildo Dacyony – 37 anos fã da Dorsal – Campo Grande/RJ
Carlos Lopes, durante esse tempo em que a Dorsal Atlântica esteve parada, ouvimos dizer que você havia deixado o metal um pouco de lado e que um dos motivos teria sido decepção com o cenário, não só carioca, mas nacional. Gostaria de saber como foi sua reflexão sobre o assunto e quais foram às conclusões a que chegou e que visão você tem hoje em relação ao underground, principalmente no RJ!

Carlos Lopes – Decepção é uma palavra muito forte, houve sim um cansaço natural de quem se dedicou muito à construção da cena, pois de fato eu dei-lhe uns dos primeiros alicerces e contra isso, não há refutação: é história. Tenho muito orgulho do que fiz e por que não teria? Houve um momento em que não me reconhecia mais fazendo parte de uma cena, que não me representava e fui tratar da minha vida e fiz tudo o que quis. Isso é coerência.

João Júnior, 42 anos, fã da Dorsal – Aracaju/SE
O que os Fãs podem esperar desse disco novo na opinião da banda? Este será o álbum mais rápido, pesado e produzido na carreira da banda?

Carlos Lopes – O mais rápido e pesado não, já estamos com quase 50 anos! Você quer nos matar? 🙂 Será sim, um disco composto por pessoas diferentes, mas feito com tesão. Não será um CD de crust como o Straight, será mais musical e melódico do que o Dividir, terá algumas letras como as do Antes do Fim, e terá uma dupla de hardcores violentos, alternados com composições de thrash límpido como no início dos anos 80. Enfim, será uma curiosidade até a entrega não é? Mas se o projeto der certo postaremos os videos da gravação do CD, isso é certo.

Luciano Félix (Vugo Luciano Vândalo) – 41 Anos, Fã da Dorsal e pai de Carlos Vândalo – Duque de Caxias/RJ
Carlos, grandes nomes como Marillion, Public Eenemy e George Clinton, buscaram no financiamento coletivo soluções para gravar novos trabalhos e turnês em outros paises, no Brasil isso vem se tornando cada vez mais popular. O Futuro é o crowdfunding?

Carlos Lopes – Você citou bem, se George Clinton, um ídolo para mim fez, por que eu não faria? Bem, meu amigo o futuro não sei é vortex mas o nosso presente é crowdfunding. Para que ficar entregando seu ouro para gravadorasq ue não te respeitam e nem fazem investimento adequado? O mercado mudou bastante, ficou mais comercial, e nós fomos alijados dele, como párias. a DORSAL tem história merece produção de primeiro mundo, mas como não há alguém que nos diga: “Coloco 500 mil no disco!”, então partimos para um acordo entre cavalheiros. O crowdfunding só não é entendido por quem parou no passado. Internet não é feita só para baixar filme, é feita para levar a luta da arte e do socialismo adiante.

Carlos Vândalo – 14 anos, Filho de Luciano Félix, Fã da Dorsal e registrado em cartório com o nome de “Carlos Vândalo”, em homenagem ao Carlos Lopes – Duque de Caxias/RJ
Tio Carlos, os outros músicos da banda toparam na hora ou ouve muita conversa para esse retorno?

Carlos Lopes –
Foi mais fácil do que roubar doce de criança, meu sobrinho! 🙂

MÚSICOS

Luis Carlos (39 anos, Baterista da banda STATIK MAJIK):
Já foi dito em outras entrevistas que a decisão de gravar um novo CD da Dorsal não significa que a Banda esteja voltando, e nem existem shows planejados. Diante de um novo mercado que temos atualmente, de um público que não compra mais CDs como antes, qual a visão de vocês com a decisão de entregar a responsabilidade de um lançamento para eles?

Carlos Lopes – Estamos fazendo história meu amigo, virando o Rei de cabeça pra baixo e arrancando-lhe as ceroulas! Quem está nessa, quem nos apoia sabe que não prometemos nada além do CD, mas também tdoos sabem que isso não é impossível. Sabemos todos que estamos construindo o futuro agora, nossos apoiadores são pessoas destemidas que sabem que o mundo pode sim e deve ser mudado, já!

Felipe Chehuan – Vocal da Banda Confronto:
Carlos, a Dorsal Atlântica foi uma banda carioca pioneira no metal brasileiro, que influenciou uma geração de headbangers e de bandas como Sepultura. Para nossa sorte depois de mais de uma década parados estão voltando para gravar um novo e tão esperado disco. Em sua opinião quais foram os anos de ouro do metal nacional ou eles ainda estão por vir? Você acredita que a cena metal pode crescer mais que nos anos 80 e 90?

Carlos Lopes – Essa pergunta será melhor respondida na nova versão da biografia GUERRILHA!, meu amigo Felipe. Não há melhores ou piores anos, há a vida e ela obedece a ciclos. Não existe fracasso ou vitória, são devaneios humanos, só há a vida.

Wilson Oliveira, 34 anos, Ex-aluno de guitarra do Carlos Lopes. Prof. em cursos de Com. Social e Cinema, guitarrista das bandas Mappa Mundi e Hyde Park(covers hard rock) – Chicago/EUA
O que você acha da cena do metal nacional após a internet?

Carlos Lopes – Não acompanho a cena de metal nacional há décadas. Durante alguns anos fui produtor e apresentador de um programa de metal na Rádio Venenosa FM no Rio. Para ter um programa bacana e ágil eu baixava muitos CDs de todas as épocas. Toquei algumas bandas no programa, pelo menos as que me enviavam material. Comigo não tinha jabá, mas a banda tinha que se coçar e enviar o material.

Marcus S. Larbos, 42 anos, vocal da Banda Panaceah, ex-vocalista da banda Cactus Peyotes e da banda Blockhead que foi produzida pelo Carlos em 1991. No mesmo ano Blockhead e Dorsal Atlântica tocaram juntos no Caverna II.
Tem bandas que quando retornam mudam um pouco a linha, como ocorreu com o Overdose, Celtic Frost… A Dorsal ainda pretende manter a mesma linha antiga ou teremos algo novo para um próximo álbum?

Carlos Lopes – Pouco ouvi de metal desde que a Dorsal terminou há 12 anos, ou seja, para fazer um CD hoje, não me influenciei por nada, estou como renascido. O que farei é fruto da minha percepção musical atual, mas é tanto uma homenagem ao passado, sem ser uma mera reprodução, mas também é o disco de um fã do estilo, do que eu admirava do que havia de maravilhoso no metal e que se perdeu. A diferença é que o CD é mais melódico do que os anteriores, mas sem perder a agressividade. Promessa é feio, mas que tal imaginar que a soma será Dorsal, Metallica, Discharge e NWOBHM?

Claudio Bezz – Taurus
Ainda somos os mesmos de outrora? E Como lidar com essa ideia “romântica”?

Carlos Lopes – Graças a Deus não somos os mesmos de antes. Estamos mais maduros, nossos corpos e gostos mudaram, nossas percepções da vida também, mas sempre há algo em nós todos que nos liga a quem fomos, uma parte lúdica, talvez até imatura, que nos enche de esperança e de sonhos cada vez que acreditamos que somos capazes de tudo, inclusive de vencer o tempo, esse senhor teimoso.

http://dorsalatlantica.com.br/

Discografia + Videografia + Biografia

(Dorsal Atlântica + Mustang + Usina Le Blond + Carlos Lopes:

1981 – Ainda com o nome de NESS a Dorsal Atlântica faz seu primeiro show. Gravação da primeira demo tape da banda.

1982 – Carlos Lopes teve uma rápida passagem pela banda Celebelo, realizando um show em Niterói. Tempos antes a Cerebelo desse show era banda de suporte do Seguei.

1983 – Dorsal Atlântica faz seu primeiro show no Circo Voador, vale lembra que na primeira metade dos anos 80 a banda chegou a dividi o palco do Circo Voador com bandas ainda novas, destaque para Legião Urbana, Kid Abelha…

1984 – Gravação do ULTIMATUM, primeiro trabalho da banda Dorsal Atlântica. No mesmo ano em 22 de Setembro, a Dorsal Atlântica realiza com as bandas Desordeiros do Brasil, Metalmorphose e Patrulha 666. O primeiro show unindo bandas de Metal e Punk do Brasil. O show se torna um marco no underground nacional, pois alem de unificar estilos diferentes o mesmo aconteceu no bairro o de Marechal Hermes/RJ no subúrbio do Rio de Janeiro e ajudou a desmistificar as rivalidades entre o subúrbio e a zona sul carioca. Ao longo dos anos esse show foi mencionado em ao menos três livros.

1985 – O Split álbum ULTIMATUM e dividido com banda carioca Metalmorphose, sendo lançado no dia da abertura do Rock in Rio I.

1986 – ANTES DO FIM, o primeiro LP da Dorsal Atlântica é gravado de 23 a 25 de Abril e lançado no mesmo ano. Para muitos o melhor disco da banda.

1987 – Dorsal Atlântica – DIVIDIR & CONQUISTAR é gravado. Um EP com 5 versões do disco em inglês é lançado no Brasil, enquanto que um compacto com duas faixas do disco é editado na Suíça pelo selo “Flight 19 Records”.

1988 – Uma pesquisa realizada pela Revista SomTres revelou que a Dorsal Atlântica era uma das 20 bandas nacionais preferidas do publico para participarem de uma segunda edição do Rock in Rio que foi cogitada de acontecer naquele ano. A banda ficou a frente de nomes como Made in Brazil, Rita Lee e Vulcano.

1989 – SEARCHING FOR THE LIGHT – Gravado entre Junho e Julho, se torna a primeira ópera da Dorsal.

1990 – SEARCHING FOR THE LIGHT é editado nos EUA pelo selo Californiano Wild Rags. A banda faz show em Recife/PE e segundo consta no livro “Guerrilha” o show foi considerado o melhor do ano, mesmo que o som não estivesse prefeito. Um fato curioso foi que após o show alguns fãs roubaram temporariamente o pano de fundo da banda, que foi recuperado horas depois pela banda e era usado por alguns fãs como um imenso colchonete em uma praça da Praia de Boa Viagem.

1991 – VHS com imagens de bandas brasileiras é lançado no Brasil a Dorsal Atlântica foi incluída. Carlos Lopes e Dorsal produzem o programa Shock Waves na Fluminense FM destinado à música pesada.

1992 – MUSICAL GUIDE FROM STELLIUM é gravado.

1993 – MUSICAL GUIDE FROM STELLIUM concorreu pela revista Bizz na categoria “Melhor capa do ano”.

1994 –
ALEA JACTA EST é gravado no mês de março.

1995 – A banda inicia a pré-produção do futuro álbum STRAIGHT.

1996 – Em Janeiro, a banda vai ao velho continente e grava na Inglaterra o álbum que disputa “pau a pau” com o “Antes do Fim” em qual é o melhor disco da Dorsal. No mesmo ano é lançado pelo selo Rock Shop de Fortaleza/BR o disco Tributo ao Dorsal, intitulado “OMNISCIENS” o play contou com 13 novas bandas. No final ano chega às lojas de todo Brasil STRAIGHT.

1997 – STRAIGHT é distribuído na Argentina. Os álbuns DIVIDIR & CONQUISTAR e SEARCHING FOR THE LIGHT são relançados em um único CD. Um vídeo intitulado “A História da Dorsal Atlântica” contendo gravações caseiras (ou não) de shows é lançado em VHS. As revistas Slammin e Metal Head e fãs se mobilizam para que a banda participe da edição Brazuca do Festival Monstrers Of Rock de 1997, cerca de 35 Mil assinaturas são reunidas com um abaixo assinado, contudo o festival não demonstrou interesse e o mesmo acabou nem acontecendo naquele ano.

1998 – A última demo da Dorsal foi gravada em maio. STRAIGHT é lançado pela Rawk Records da Alemanha. Naquele ano as 35 mil assinaturas do ano anterior são reconhecidas e Dorsal Atlântica participa da última edição Brasileira do Festival Monstrers Of Rock. A banda vai a Fortaleza gravar um disco ao vivo.

1999 – Lançado o CD TERRORISM ALIVE – registro ao vivo. Lançamento da biografia Guerrilha!, pela Beat Press. STRAIGHT é lançado na Espanha com faixas bônus. Primeiro álbum do projeto de soul music de Carlos Lopes é comeá a ser gravado em Novembro de 1999 e finalizado em Janeiro de 2000, sendo intitulado de HEKAMIAH e USINA LE BLOND.

2000 – MUSTANG – Primeira demo/ensaio gravada ao vivo em 30 de Abril. A DORSAL ATLÂNTICA faz parte do CD Cogumelo Records Compilation, em comemoração aos 20 anos da Cogumelo Records, uma coletânea com varias bandas que passaram pelo selo alem da Dorsal Atlântica, o play continha Sepultura, Ratos De Porão, Sarcófago, Sextrash, The Mist…

2001 – A Dorsal Atlântica encerra suas atividades, mas ainda grava uma música para o tributo para a banda argentina V-8. Em outubro do mesmo ano a MUSTANG grava ao vivo em estúdio seu primeiro CD. O disco tinha letras em português e inglês.

2002 – É Lançado MUSTANG – ROCK ´n´ROLL JUNKFOOD – em versões: CD (port/inglês) – Picture Disc (em inglês) – LP (vinil vermelho em português).
No mesmo ano a Dorsal Atlântica lança: ULTIMATUM OUTTAKES CD / LP; LP ULTIMATUM (relançado); coletânea dupla em CD PELAGODISCUS ATLANTICUS – The Old, The Rare, The New. Já a USINA LE BLOND participa da coletânea “AS ÁGUAS VÃO ROLAR” (editado pelo movimento Eco Cultural de São Paulo) com a faixa “Só Se For Agora” (2001) com bandas como Karnak, Pé Do Lixo, Casaca, Sudaca e Nhocuné Soul. Ainda em 2002 a USINA LE BLOND lança seu segundo CD.

2003 – USINA LE BLOND – A VELOZ IDADE DO TEMPO – Gravado entre Junho e Setembro , mas nunca lançado oficialmente. Algumas faixas foram remixadas e lançadas no CD V da banda MUSTANG em 2010.

2004 – MUSTANG – Lança OXYMORO.

2005 – MUSTANG – Gravação ao vivo em estúdio entre Julho e Agosto do álbum TÁ TUDO MUDANDO… No mesmo ano Carlos Lopes regravou o lendario “Antes do Fim” que desta vez foi intitulado de “Antes do Fim Depois do Fim”. Para esse disco Lopes gravou guitarra e baixo, enquanto que a bateria ficou a cargo do Américo Montágua então baterista da Mustang.

2006 – MUSTANG lança “TÁ TUDO MUDANDO… MAS NEM SEMPRE PRA MELHOR”.

2007 – Mustang grava DVD Ao Vivo no Teatro Odisseia no Rio de Janeiro. No set do show a banda fez uma versão ao seu estilo para o clássico da Dorsal Atlântica “Princesa do Prazer”. Contudo o DVD não foi lançado.

2008 – Relançamento do CD ULTIMATUM da Dorsal Atlântica com bônus-tracks. Carlos Lopes vai parar no teatro, fazendo papel de “O Empresário” na peça “UMA TRAGÉDIA MAQUIADA” com a banda carioca CABARET.

2009 – A MUSTANG lança encartado na edição especial da revista O Martelo (site de autoria de Carlos Lopes) o CD SANTA FÉ. Lopes lança o livro “O Segredo J” pela Oficina de Livros.

2010 – MUSTANG – CD V (CD duplo)

2011 – CARLOS LOPES (Projeto História Cantada) gravação do CD A REVOLUÇÃO DOS CÃES CONTRA O IMPERADOR SONECA. Carlos Lopes lança o livro “Mágica Vida Mágica” novamente pela Oficina de Livros.
2012 – Carlos Lopes, Claudio Lopes e Hardcore resolvem gravar um novo disco da Dorsal Atlântica, pelos fãs, para os fãs e com financiamento dos fãs!

2013 – Futuro da Dorsal Atlântica depende dos fãs, ao que tudo indica a banda tá empenhada em continuar escrevendo sua história, ou seja, ALEA JACTA EST!

Agradecimentos: Deise Santos, Efraim Fernandes, todos os fãs e músicos convidados para essa entrevista.

 

*Matéria gentilmente cedida pelo excelente site PORTAL ROCK PRESS. Michael Meneses é Fotógrafo, fundador da Parayba Records e grande parceiro.