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NAZARETH: Resenha do CD "Big Dogz"


Por Vergil Choinski

O novo CD da banda escocesa  Nazareth que era pra ter lançado em Fevereiro da turnê brasileira infelizmente foi adiado para mês de Abril.O CD Mostra como as aparências enganam,ao ser julgado pela arte da capa por muitas pessoas que comentavam que o trabalho do grupo sairia ruim este CD superou todas as expectativas.
Diferente de seu anterior “The newz”,as musicas em estúdio ficaram com qualidade boa e legal de se escutar.Começando com a faixa “Big Dog’s Gonna Howl” com o grande destaque:Dan McCafferty que aos 64 anos de idade mostra que adquiriu novas habilidades,mais maduro e “Rouco” como Nunca dando uma nova pegada para seus famosos gritos.A “Novidade” deste CD é que o Nazareth voltou a colocar as famosas pegadas de blues como no “Exercises”,além de musicas calmas e leves como  “Claimed” temos musicas mais rápidas e “pesadas” como “No Mean Monster”.Mas o que faz nos lembrar de musicas clássicas e que pode ser tornar uma com o passar dos anos com certeza eu daria “When Jesus Comes to save the world again”,não somente a sua melodia,mas sua composição é muito linda.Fazia tempo que não ouvia um lançamento sem musicas fracas repleto de futuros clássicos que com certeza soaram bem ao vivo,não é a toa que muitas Bandas como o Guns n Roses levam a banda como influencia.Lógico que não poderia deixar de comentar sobre os arranjos de baixos do mestre Pete Agnew,As batidas bem técnicas do “jovem” Lee Agnew,e os solos de Guitarras de Jimmy Murrison,dignos de serem parte desta grande banda onde com o passar dos anos vai se imortalizando.
De 0 a 10 eu daria 9 para este grande CD.Algo que tenho que argumentar é o boato sobre o suposto fim da estrada para Dan McCafferty e Pete Agnew,não sabemos ao certo o que irá acontecer,torço para que continue por mais anos e que lance mais CD’s bons como este,mas se realmente for verdade este CD irá fechar com Chave de Ouro pois nota-se que a banda faz as musicas por paixão e amor ao Rock n Roll.

Faixas:

01  Big Dog’s Gonna Howl
02  Claimed
03  When Jesus Comes To Save The World Again
04  Radio
05  No Mean Monster
06  Time And Tide
07  Lifeboat
08  The Toast
09  Watch Your Back
10  Butterfly
11  Sleeptalker


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KRUCIPHA: Resenha do CD "Preemptive Uproars"!


Por Nádia Gritte

 

O EP do Krucipha “Premetive Uproars”  é simplesmente fantástico. A banda foi lançada dia 30 de julho deste ano, e é um orgulho ter um trabalho de tanta qualidade proveniente da minha terrinha. Os curitibanos realizaram a gravação destas três primeiras músicas já em novembro de 2010, e de acordo com eles, as letras são voltadas a “criticas de comportamentos humanos extremos e conflitos sociais”.

Fabiano Guolo (vocais e guitarra), Felipe Nester (bateria),  Luiz Gabriel (vocais e guitarra), João Ricardo (baixo), Jgör Nosnyój (percussão e vocais) e Caio Ribeiro (baixo) são os integrantes do grupo, e não é a toa que elas ficam muito bem elaboradas.

A capa do álbum é o petit-pavé das calçadas curitibanas, com as imagens dos pinhões e rachaduras no concreto. Já sobre o estilo, consigo rotular a banda – seria um heavy metal tipicamente brasileiro? As influências e diversidade de ritmos e instrumentos das faixas me deixam com esta grande dúvida.

“Afforddiction” é a primeira faixa. A vibração, intensidade e altura da música é muito elevada. O vocal rasgado completa a mescla de variação instrumental, e faz com que a indignação e repulsa moral dos integrantes seja muito bem percebida, eles conseguem passar a mensagem com qualidade.

“Tribal War” mostra o conjunto bem articulado da bateria com os demais instrumentos de percussão, com arranjos minimalistas e muito bem explorados. Aqui, podemos acrescentar ainda uma boa quantidade de thrash metal, devido à maior velocidade e peso. Incorporam ainda uma junção tribalista  e muito bem intencionada modulação.

“Reason Lost” é agressiva e segue com o principio imposto desde o início do trabalho. Nada de inflexão, muito harmoniosa e competente. A disposição ordenada dos instrumentos não deixou a cadência estagnada, mas sim entusiasmante, e também não consigo destacar algo ou alguém nesta música. A qualidade é primor.

Quero mais, garotos! Só três músicas só aguçou minha curiosidade.

Tracklist:

1-    Afforddiction

2-    Tribal War

3-    Reason Lost


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STATIK MAJIK: Resenha do CD "Stoned On Musik"


Por Nádia Gritte

            “Stoned on Musik” é o álbum de 2010 da banda “Statik Majik”.  Remete ao nome do EP da Cathedral, mas não tem muito a ver não. De rótulo Stoner Rock, a banda é proveniente do Rio de Janeiro, e já possui alguns anos de estrada.

Thiago Dominogorgoth, vocalista e baixista da banda, Luis Carlos na bateria e b. vocals, além do antigo Artur Círio, também nos backings mais guitarra (hoje a banda conta com Thiago D’Lopes como integrante), recebem convidados especiais na gravação deste álbum, que são Anderson Engel e Daemon Ross (com as guitarras), além de Flaveus Van Neutralis, que vocaliza na musica “ Peccata Mundi 2 (Blessed Hill)”, além de ter participado da elaboração da mesma.

A banda apresenta na maioria das suas músicas, uma qualidade rítmica e bem compassada, mas não posso comparar uma à outra, devido à volubilidade e inconstância entre elas. Dá pra generalizar e comparar a algumas bandas,e apesar de eu adorar uma analogia, eles obviamente possuem características próprias, vou tentar me segurar!

Principiado com ‘Shadows of Hope’, com muito peso e vibração, possui uma toada agradável e ritmada. Tons fortes e fracos se alternam com intervalos nada regulares, e deixam meu pé acompanhando o tempo todo. O oposto é a música ‘Reality’, com uma regularidade um pouco maior, além de uma abertura com muita vontade de arbítrio. Mas sim, continuei acompanhando a batida com o pé.

‘Statik Majik’ já possui clip gravado e tudo mais, e eu sei que prometi não usar analogias, mas me lembra muito a banda W.A.S.P.. O vocal aqui é um pouco mais pesado e grave, o timbre é bem sustentado e sem altura, deixando a música mais harmoniosa.  ‘Peccata Mundi 2 (Blessed Still)’, (aquela que comentei, com o Flaveus Van Neutrali nos vocais), tem uma diversidade de vozes, com intensidade acústica, altura e timbres diferentes, criando uma bipolaridade entre agressividade, rouquidão e menos intensidade, mais claridade.

Em seguida, com ‘Damned’, que é uma combinação de atributos da banda, como o peso dos instrumentos e a agressividade do vocal, é uma das músicas que apresenta mais uma diversificação de estilo. Um pouco mais dançante, a dinâmica musical é muito percebida nessa faixa. E posso dizer o mesmo de ‘Born on a New Day’, só que é (ainda) um pouco menos agressiva. Já ‘I’m Not Your Puppet’é aquele rock and roll setentista, bem marcada, mas eu não sei por qual motivo, achei que o vocal não combinou dessa vez.

Agora, ‘The War Song’- aí não tenho motivos pra reclamações. Além do Rock’n’Roll classicão, o vocal rasgadinho e a diversificação de intensidades deixou a musica com grandeza, velocidade e esmero. Mas pra fechar com chave de ouro, só a caprichada ‘Stoned on Musik’. Foi o apogeu da maturidade musical do álbum. O excesso de zelo dos integrantes fez com que esta fosse uma das mais elaboradas e de excelência gravação do trabalho.

Enfim, só ouvindo pra saber e quem sabe, concordar comigo. Eles souberam explorar a variedade e a subdivisão do rock and roll, sem sair de uma linhagem: a linha própria da banda.  Gostei deste stoner rock, heim?

Tracklist:
01. Shadows of Hope
02. Reality
03. Statik Majik
04. Peccata Mundi 2 (Blessed Still)
05. Damned
06. Born on a New Day
07. I’m Not Your Puppet
08. The War Song
09. Stoned on Music


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HYDRIA: CD review do Poison Paradise!


Por Nádia Gritte

“Poison Paradise” é o álbum lançado em 2010 pela banda HYDRIA, e vale ressaltar que a banda mesmo mixou, gravou e produziu, resultando num trabalho competente e de qualidade.  Este em especial sugere linhagens góticas e bastante drama.

Iniciando com “Time of My Life”, a banda realiza uma introdução muito bem elaborada, deixando clara a sofisticação do disco.  Quem aguarda após as fortes marcações de baixo e guitarra uma grosseria vocal, se depara com a leve e limpa voz de Raquel Schuller. Acontece um equilíbrio na melodia quando os guturais de Marcelo Oliveira geram um contraste com esta suavidade.  A vibração da música é bastante intensa e melancólica.

A segunda faixa se chama “ The Place Where I Belong” procede com a força e o impacto da primeira canção. A introdução desta vez realça o perfeito trabalho desenvolvido na bateria. Desta vez a voz de Raquel não acompanha guturais, e sim um backing vocal suave e harmonioso. Ela possui competência e dom, deve mesmo explorar uma voz tão doce e bonita.

Whisper” possui potencial para agradar a muitos que dão preferência a outros gêneros. Em todas as músicas, porém principalmente nesta, podemos distinguir cada instrumento e curti-los também de forma isolada. Destaque para as guitarras e a variação de peso que elas apresentam.

Sei que é errado, mas a que mais me agradou foi a delicada “When You Call My Name”. Questão de gosto mesmo. E que, apesar de delicada, não deixou de ser pesada como as demais. Fica impossível deixar em branco o talento de Marcio nos teclados e piano. È a única balainha apresentada neste trabalho. Entretanto após esta acalmada, a faixa “Finally” quebra mais uma vez as atmosferas, deixando o refrão na minha cabeça por dias, e retornando ao heavy, principalmente da bateria e da base de guitarra.

O álbum segue até o fim com canções de alto nível, como é o caso de “Prelude”, que eu acredito que seja uma introdução para “Distant Melody”. Esta que representa um dos melhores momentos do CD, assim como a bela “The Sword”, com momentos frenéticos e um excelente desfecho.

“Queen of the Rain” possui arranjos magníficos, além de a melodia ser estrondosa e o ritmo contagiante. Diga-se de passagem, é um verdadeiro hino, considerando o ritmo e estilo da banda- uma faceta sublime e apropriada. “Sweet Dead Innocence” e “Poison Paradise” fazem com que reapareçam os tons substanciosos e robustos do CD, representados pela presença dos guturais de Marcelo, bateria e guitarra.

O desfecho se dá com as músicas “In the Egde of Sanity” e “The Only One”. A impecável elaboração dos arranjos e a variação de ritmos acrescentam ainda mais sofisticação, como comentado do início desta resenha. Este não se mostra apenas um bom álbum, mas um resultado de muito esforço na realização de uma grande tarefa, e a sensação de missão cumprida. Vale muito conhecer.

Tracklist:
01. Time Of My Life
02. The Place Where I Belong
03. Whisper
04. When You Call My Name
05. Finally
06. Prelude
07. Distant Melody
08. The Sword
09. Queen Of Rain
10. Sweet Dead Innocence
11. Poison Paradise
12. In The Edge Of Sanity
13. The Only One